quinta-feira, 17 de abril de 2008

Nas minhas mãos

Tenho, nas minhas mãos, dois caminhos duas decisões, mesmo quando tudo parece desabar cabe a mim decidir, entre rir ou chorar, entre ir ou ficar, entre desistir ou lutar.Se o mar está revolto, posso ficar na praia ou sair para pescar e,talvez,nunca mais voltar.Tenho, nas minhas mãos, o bem e o mal e entre eles poucos pensamentos um diz para fazer sem culpa, o outro pensa, reflete e pede para esperar.Enquanto o mundo se perde em erros, posso me manter sereno,sem medo porque tenho a chave da minha vida nas minhas mãos.Então, hoje, sinto-me mais forte, pois atravessei os desertos da alma amei quem não me amou e deixei de lado quem muito me amava.Atravessei caminhos nem sempre floridos, que deixaram marcas profundas em mimmas amei e fui amado.Por isso, tenho nas minhas mãos bem mais que a vida tenho a dúvida e a certeza, a esperança e o medo, o desejo e a apatia,o trabalho e a preguiça e me dou o direito de errar sem me cobrar e acertar sem me gabar porque descobri no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir e decidi, de uma vez por todas ser simplesmente feliz e esse caminho não tem volta.
(Paulo Roberto Gaefke)
Recebi da Mirian Beatriz

PENSAMENTO





O Deus átomo repousa nas rochas, Cresce nas plantas, Anda nos animais, Pensa nos homens, Ama nos anjos... Por isso, respeite: As rochas como se fossem plantas, As plantas como se fossem animais, Os animais como se fossem homens e Os homens como se fossem anjos.

(Inscrição Rupestre-Tibet-3000 A.C.)
"...Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.Teus passos ficaram. Olhes para trás ... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."

Charles Chaplin

quarta-feira, 16 de abril de 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A MULHER

(Florbela Espanca)

Um ente de paixão e sacrifício,
De sofrimento cheio, eis a mulher!
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas coração, sequer!

Sê forte, corajoso, não fraquejes
Na luta: sê em Vénus sempre Marte;
Sempre o mundo é vil e infame e os homens
Se te sentem gemer hão-de pisar-te!

Se à vezes tu fraquejas, pobrezinho,
Essa brancura ideal de puro arminho
Eles deixam pra sempre maculada;

E gritam então vis: "Olhem, vejam
É aquela a infame!" e apedrejam
a pobrezita, a triste, a desgraçada!


Ó Mulher! Como é fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!

Quantas morrem saudosas duma image
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!

Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!

Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!